‘A colheita do sucesso: Panda celebra sua ascensão no topo após 16 anos de dedicação’

Em conversa com a CARAS Brasil, Panda destaca momento 'mais especial da sua vida', relembra trajetória até o sucesso e fala sobre família, fãs e inclusão O post ‘É um fruto de uma plantação árdua’: cantor Panda celebra fase no topo após 16 anos de carreira apareceu primeiro em CARAS Brasil.

O cantor Panda está vivendo um dos momentos mais marcantes de sua carreira. Após 16 anos de estrada, ele alcançou o topo das plataformas de áudio com a música Eu Te Seguro e comemora essa conquista como resultado de um trabalho árduo e consistente.

Em uma entrevista à revista CARAS Brasil, Panda destacou a emoção de ver sua música conquistando o público e alcançando o primeiro lugar nas plataformas digitais.

“É muito gratificante, de verdade. Trabalhamos duro no ano passado, então é um fruto colhido de um trabalho árduo, feito com muito cuidado. Estou muito feliz e grato a Deus e a todos que abraçaram Eu Te Seguro, que entenderam a mensagem que eu quis passar. É uma música cantada com sinceridade. Então, é um sentimento de pura felicidade e gratidão”.

Do anonimato ao topo do Brasil

Apesar do sucesso recente, Panda ressaltou que o reconhecimento nacional não veio imediatamente. Com mais de uma década e meia de carreira, o cantor viu sua trajetória ganhar mais visibilidade nos últimos anos.

“Tenho 16 anos de carreira, estou prestes a completar 17, e é surreal. A mudança é enorme, tanto no aspecto profissional quanto pessoal. Apesar de todo esse tempo, foi há cerca de um ano que ocorreu essa viralização”, explicou.

Ele destacou que a ascensão foi marcada por uma agenda intensa de compromissos. “Foram mais de 270 shows, tudo acontecendo muito rapidamente. Quando percebi, já estava na estrada constantemente, recebendo prêmios. A ficha está começando a cair agora. Às vezes nem dá tempo de compreender tudo”.

Antes do sucesso, Panda passou anos se apresentando em bares e investindo na construção de sua identidade musical. “Estou em Goiânia há cinco anos, sendo que quatro deles foram passados cantando em bares, desenvolvendo o projeto, criando identidade. No início, eu não entendia essa espera, mas hoje vejo que ainda não estava preparado. Nem eu, nem minha família”, afirmou.

A força dos palcos e o sonho de Barretos

Com a carreira em ascensão, Panda passou a se apresentar em grandes palcos do sertanejo. Um dos momentos mais marcantes para ele foi quando cantou na Festa do Peão de Barretos.

“Quando subi no palco e vi aquela multidão, tive que me segurar para não chorar. A energia é incrível. Eu pensei: ‘Agora isso está acontecendo de verdade’. É um dos maiores sonhos de qualquer artista sertanejo”.

O cantor ressaltou que, independentemente do tamanho do público, a entrega na apresentação deve ser a mesma. “Se estou cantando para 50 pessoas ou para 70 mil, é preciso ter a mesma dedicação”.

Projeto Cê Tá Doido e crescimento inesperado

Outro marco na carreira de Panda foi o projeto Cê Tá Doido, que começou de forma simples e ganhou proporções enormes. Ao lado das duplas Ícaro e Gilmar e Humberto e Ronaldo, o cantor explicou que a ideia surgiu em um encontro informal em um posto de gasolina, sem divulgação prévia.

“Era para ser algo pequeno, mas sete mil pessoas apareceram na primeira edição. A partir daí, tomou uma proporção enorme e se tornou o que é hoje”.

O repertório do projeto é construído coletivamente e busca resgatar músicas que fizeram sucesso em outras épocas, misturando diferentes estilos musicais em um único show. “São canções que, muitas vezes, as pessoas conhecem, mas só lembram quando ouvem. Misturamos sertanejo, rock, músicas antigas. A surpresa está sempre no repertório”.

O projeto tem um significado especial por estar ligado a um sonho antigo. A ideia nasceu do desejo da mãe dos empresários de Panda de reunir artistas em um grande evento musical.

“O sonho era da Dona Zezé, mãe dos meus empresários. Ela sempre quis juntar os artistas para fazer um grande evento. Ela não viu isso acontecer, mas com certeza está assistindo lá de cima”.

Relação com o público e impacto da música

O contato com os fãs é uma prioridade para Panda, que faz questão de atendê-los após os shows. “Já atendi mais de 200 pessoas em um dia. Nunca atendi menos de 50. Para aquela pessoa, aquele momento pode ser único, pode mudar o dia ou até a vida dela”.

Panda também reconhece o impacto emocional de sua música na vida do público. “Às vezes, você está cantando para milhares, mas pode estar tocando profundamente uma pessoa que precisava daquela música. E isso já faz tudo valer a pena. Não se trata de dinheiro ou status, é algo espiritual”.

O cantor ainda se surpreende ao ouvir suas músicas em diferentes ambientes. “Quando estou no carro, no aeroporto, em um restaurante e ouço minha música, eu paro, agradeço. Nos shows, quando o público canta junto, eu fecho os olhos e agradeço a Deus”.

Família, rotina intensa e saudade

Com uma agenda lotada, Panda admite que a distância da família é um dos principais desafios de sua carreira. “A tecnologia ajuda muito, com videochamadas. Minha esposa compreende completamente a minha rotina. Mas a saudade existe, especialmente da nossa casa, nosso refúgio”.

Inclusão como compromisso pessoal

Além da música, Panda se dedica a causas sociais, com destaque para a inclusão, um tema presente em sua vida pessoal. Ele busca conscientizar o público e promover o respeito às pessoas com deficiência, especialmente porque vivencia essa realidade em sua casa.

Pai de Anthony, de 2 anos, que tem T21 (Trissomia 21, conhecida popularmente como Síndrome de Down), o cantor fala com emoção sobre o impacto da paternidade em sua visão de mundo e em como passou a se posicionar publicamente.

“Sou apaixonado pela inclusão. Estou até estudando Libras. Acredito que precisamos abraçar mais essa causa. Crianças atípicas merecem amor, cuidado e respeito. Ainda falta muito para isso ser uma realidade”.

Ele ressalta que a experiência com o filho o fez ter ainda mais consciência sobre a importância da empatia e da defesa ativa dessas crianças e suas famílias. “Se você vir alguém sendo desrespeitado, defenda. São anjos. No meu caso, meu filho é tudo para mim. Falar sobre ele me emociona”.

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