O cantor Sérgio Reis, uma das vozes mais reconhecidas do sertanejo, compartilhou memórias sobre acidentes que marcaram sua trajetória em uma entrevista ao programa Sensacional, da RedeTV!. Durante o bate-papo com a apresentadora Daniela Albuquerque, ele revelou que um incidente ocorrido no palco foi significativamente mais grave do que as três quedas de avião que enfrentou.
Com um histórico de aproximadamente 15 aeronaves, Sérgio chegou a alugar um de seus aviões para a trama da novela Rei do Gado, exibida pela Globo. Ele explicou que, apesar da queda da aeronave, não sofreu ferimentos. Em contrapartida, ao despencar do palco, teve que passar três meses em recuperação.
“Tive três quedas de avião, mas não houve danos. Eram pequenos aviões e, caso o motor apagasse, conseguíamos pousar em algum lugar sem maiores problemas”, comentou Sérgio, descrevendo esses episódios como “tranquilos”.
“Nunca me machuquei em uma queda de avião. Às vezes, sentia uma leve batida ou pancada, mas nada sério. Já a queda do palco foi diferente: trinquei nove vértebras, quebrei oito costelas, perfurei o pulmão direito e luxei o joelho. Fiquei 90 dias deitado ou sentado porque quebrar costela impede deitar”, detalhou o artista sobre suas experiências.
Encontro com Hebe Camargo
No decorrer da entrevista, Sérgio recordou um encontro especial com Hebe Camargo. Durante sua recuperação após a queda no palco em 2012, os dois estavam internados no mesmo hospital e passaram momentos agradáveis juntos.
“Quando chegamos lá, começamos a cantar e causamos alegria por onde passávamos. Os outros pacientes notaram e tivemos que ir de quarto em quarto. Levou mais de três horas! Assim é a vida dos artistas”, relembrou ele.
A frota aérea de Sérgio Reis
“Tive um total de 15 aviões. Fomos comprando juntos com sócios. No Pantanal, sempre são necessários dois ou três aviões para transportar as pessoas. É importante ter as aeronaves disponíveis e já adquirir para evitar fretamentos”, explicou.
“Aquele avião usado pelo Fagundes na novela ‘Rei do Gado’ era meu e custou dois milhões de dólares. Aluguei para a Globo”, acrescentou ele em tom humorístico sobre não receber valores semelhantes aos da família Marinho.
Sérgio ainda revelou que foi necessário simular um acidente na trama para evitar continuar usando o avião devido a custos elevados. “Era preciso pagar piloto e combustível. O funcionamento do avião é simples: você pousa, paga e depois levanta voo novamente”, esclareceu sobre as dificuldades financeiras envolvidas.
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O artigo sobre como o cantor aos 85 anos considera sua queda no palco mais grave do que os acidentes aéreos foi publicado originalmente na CARAS Brasil.
